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Por Jefferson Guimarães

A campanha “Homem de Verdade Não Bate em Mulher”, criada pelo Banco Mundial, ganhou destaque no Brasil. Lançada em março, em comemoração ao mês da mulher, a ação dá destaque às alarmantes estatísticas do País sobre violência doméstica. Segundo dados do próprio Banco Mundial, uma em cada cinco brasileiras afirma já ter sofrido algum tipo de agressão dentro de casa. Em 80% dos casos, os agressores eram maridos ou namorados.

Além de conscientizar, a campanha pretende acabar com o estigma de que a Lei Maria da Penha (leia mais sobre o tema) é contra os homens. Dez personalidades masculinas (entre elas, o ator Cauã Reymond e o judoca Flávio Canto) e a própria Maria da Penha estampam as peças publicitárias. Os participantes foram convidados a posar com um cartaz com o tema da mobilização. Há também vídeos em que eles repetem a frase em meio aos dados estatísticos.

As redes sociais, claro, não foram deixadas de lado pelo Banco Mundial, que convida os internautas a aderir à campanha. E para isso não é preciso ser uma celebridade. Basta publicar uma foto sua com um cartaz estampando a frase HOMEM DE VERDADE NÃO BATE EM MULHER, e compartilhar no seu Instagram e Twitter com a hashtag #Souhomemdeverdade. Nós, da Rede de Mobilização Social, abraçamos a causa e já produzimos nossas fotos.


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DADOS DA VIOLÊNCIA

Em 2012, num ranking de crimes contra a mulher, o Brasil ficou num vergonhoso sétimo lugar, segundo o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Ou seja, somos uma das nações em que mais se pratica esse tipo de violência. Mesmo com a criação da Lei Maria da Penha - que significou um grande avanço social - os números ainda são altos e assustam.

Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), referente ao período de 2006 a 2012, mostra que a porcentagem média de mulheres atacadas por homens próximos é de 41,62%. A média nacional é de 4,6 mortes para cada 100 mil mulheres. E nos últimos 30 anos, 92 mil foram assassinadas.

Entre as principais causas da violência contra mulheres, apontadas pelo Banco Mundial, está o machismo (46%), seguido do alcoolismo (31%).

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