RMS - Rede de Mobilização Social


O mundo passa por mudanças que seriam inesperadas há algum tempo. Dados alarmantes sobre uma iminente catástrofe ecológica acenderam debates sobre como utilizamos os recursos naturais. O que antes era apenas um apelo de ecologistas taxados de radicais, agora é reconhecido como um problema mundial e que necessita de ações de diversos segmentos da sociedade.

A cada dia surgem debates e ações sobre mudanças climáticas, racionamento de água, reciclagem, diminuição da poluição, entre outros temas. A onda verde ganha força e o desenvolvimento sustentável passou a ser a palavra de ordem. Estudos revelam que essa opção ecológica traz grandes benefícios para grupos empresarias, tais como boa imagem no mercado, redução de gastos e mais investidores.

Dados divulgados pela revista Época Negócios, em 2007, mostram que ações de desenvolvimento sustentável trazem resultados otimistas. Segundo a revista, em 2006, o setor de reciclagem movimentou R$ 8 bilhões. O país recicla 96% das latas de alumínio e 77% dos papelões. Outro dado animador é de que a empresa Philips, por exemplo, faturou 2,9 bilhões de dólares com produtos da linha verde em 2006.

Responsabilidade ambiental
Tornar-se “verde” é definitivamente um bom negócio. Porém, levantar a bandeira verde deve ir além de plantar árvores. A responsabilidade ambiental deve ser pensada numa perspectiva mais ampla, envolvendo uma boa relação entre a sociedade e o meio ambiente. Tratar resíduos, desenvolver produtos que reduzam dano ecológico e incentivar padrões responsáveis de consumo são ótimos exemplos disso.

Há três razões básicas para que o pensamento ecológico seja incorporado de uma vez por empresas do mundo todo. A primeira (e mais importante) é que o sistema em que vivemos é insustentável. Os recursos naturais são limitados e as formas de consumo e produção existentes contribuem significativamente com o fim deles e, consequentemente, com o nosso.

Outro fator importante é o aumento da consciência da sociedade sobre questões ambientais. A população passou a cobrar uma postura ecologicamente correta das empresas. O terceiro fator que deve ser levado em conta é que instituições financeiras como bancos e seguradoras dão prioridade de investimentos em organizações comprometidas com o meio ambiente.

Seja por razões humanitárias ou econômicas, uma empresa sustentável só tem a ganhar e a oferecer por se comprometer com o meio ambiente. Vamos pensar no futuro. Fazer parte dessa mudança é um bom negócio.


Por Rhaiana Rondon

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Comentário de Giselli Vieira de Souza em 1 outubro 2009 às 19:28
A educação ambiental deve começar desde criança, com a educação básica. Essa consciência não surge apenas por pressão. Atualmente vemos os países mais ricos disputarem para ver quem deve poluir menos... Além de benefícios econômicos, cuidar do meio ambiente reflete em: mais educação, mais saúde, mais respeito pela natureza e pelas pessoas, além de mais qualidade de vida.
Comentário de Adélia Rondon em 29 setembro 2009 às 20:25
O Governo deveria fazer mais campanhas de educação ambiental.
Ao invés de gastar fortunas em propaganda que mostra que o Governo está fazendo viadutos, estradas e outros blá blá blás políticos seria mais útil se investissem em campanhas maciças sobre como a populção deve separar o lixo, por exemplo, como economizar água e várias outras soluções que só serão praticadas se houver educação. É necessário educar para o futuro.

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